Parte I – Ficção: o sonho de Cinderela
"Se algum estranho lhe oferecer flores, isto é Impulse! Impulse só não protege você de um grande amor."
Vocês se lembram desse comercial, queridas? Mesmo?
Bem, eu não lembro, mas minha avó contou-me tudo com riqueza de detalhes.
Disse-me que um desconhecido – um homem lindo, sorridente, fino, elegante e rico – sentia o irresistível aroma (eta feromônio danado de bom!) da femme fatale – também linda, gostosa, maravilhosa – que passava. Então, saía desesperado, atrás da tal "princesa" e abordava-a com uma flor na mão.
Depois dessa cena toda, provavelmente, eles viveram felizes para sempre.
Ohhhhhhhhhhh.
Parte II – Realidade: calor na bacurinha agora tem outro nome.
Um homem correndo atrás de uma mulher nos dias de hoje? Hahaha.
O que eu tenho visto é um exército de mulheres se estapeando por um bofe. E quando você vai ver, nem é lá esse booofe todo.
Se o garçon, então, trouxer um bouquet de flores, elas têm um ataque histérico, são acometidas por uma cegueira e, fulminadas, rendem-se.
Queridas, muita atenção nessa hora: não permitam que uma linda braçada de flores anulem vossas inteligências.
Elas são lindas? São.
Dão um toque de delicadeza à vida? Sim, sim, sim!
Mas não caiam no conto do vigário. Um homem de verdade, numa das mãos, traz uma rosa, na outra um perfume francês (se for Impulse, por Dieu, corra!) e no bolso uma linda aliança cravejada de brilhantes.
Se ele insistir e vier com a velha história de "um amor e um cabana", alma gêmea e evolução espiritual, dê um passe nele: passe fora!
O outro passe, diga que é por minha conta: cortesia da casa.